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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Aldir Mendes de Souza

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 06.10.2022
17.05.1941 Brasil / São Paulo / São Paulo
12.02.2007 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica de Romulo Fialdini

Cafezais, 1970
Aldir Mendes de Souza
Óleo sobre tela
150,00 cm x 200,00 cm

Aldir Mendes de Souza (São Paulo, São Paulo, 1941 - idem, 2007). Pintor, desenhista, escultor e gravador. Forma-se pela Escola Paulista de Medicina (EPM) em 1964, especializando-se em cirurgia plástica. Autodidata em pintura, começa a expor no início da década de 1960, desenvolvendo paralelamente as carreiras de médico e de artista. Defende sua ...

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Biografia

Aldir Mendes de Souza (São Paulo, São Paulo, 1941 - idem, 2007). Pintor, desenhista, escultor e gravador. Forma-se pela Escola Paulista de Medicina (EPM) em 1964, especializando-se em cirurgia plástica. Autodidata em pintura, começa a expor no início da década de 1960, desenvolvendo paralelamente as carreiras de médico e de artista. Defende sua tese de doutorado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP), em 1966. A partir de 1969, o cafeeiro e o cafezal tornam-se assuntos constantes em sua produção. Nos anos 1970, realiza pinturas que fazem referências à cidade se expandindo em direção ao campo. Nessa mesma década, atua como roteirista e diretor de cinema, realizando curtas, médias e longa-metragens.

Em 1992, Souza comemora 30 anos de pintura com exposição no Paço das Artes, em São Paulo. No mesmo ano, na Itália, publica Geometrie Parlanti [Geometrias Falantes], livro sobre sua obra que conta com textos de críticos italianos e com um poema de Haroldo de Campos (1929-2003), escrito com base na obra de Souza especialmente para essa publicação. Desde o início da década de 1980 são lançados vários livros que analisam sua trajetória artística, como Aldir - Obsessão pela Cor, da autoria dos críticos Frederico Morais e Olívio Tavares de Araújo.

Análise

Aldir Mendes de Souza inicia sua carreira artística nos anos 1960. Realiza performances e obras em técnica mista próximas do universo da ficção científica, como Tragédia Espacial (1966). Na década de 1970, faz trabalhos com chapas e filmes para raio-X e em termografia, como Mulher em Termografia (1973), nos quais se nota a influência de sua atuação como médico. Ao mesmo tempo, os temas do cafezal e da relação entre campo e cidade aparecem em sua produção. Essas pinturas apresentam, num primeiro momento, uma vocação descritiva, como na tela Cafezal (1962). Aos poucos, porém, o tema do cafezal passa a ser tratado de um modo cada vez mais abstrato, como em Cidade Campo (1982).

Ao comentar a obra de Aldir Mendes de Souza, o crítico Frederico Morais nota que, a partir dos anos 1970, a geometria toma o lugar do tema. E também pondera que, apesar da diferença de tratamento formal, a pintura de Souza sugere aproximações com as obras de Arcangelo Ianelli (1922-2009) e Alfredo Volpi (1896-1988) no que tange à preocupação com a cor num contexto geométrico. Como nota o historiador da arte Renato Brolezzi, a produção do artista ao longo do tempo procura a resposta para uma questão básica - a de como compreender e traduzir plasticamente o espaço. A geometria, principalmente com o uso de retângulos em perspectiva, torna-se predominante em sua obra. A partir do fim da década de 1980, Souza produz trabalhos de pintura em concreto e propõe telas exibidas na horizontal, dispostas no chão, que possibilitam um diferente ângulo de visão ao espectador.

Obras 13

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Reprodução fotográfica de Romulo Fialdini

Cafezais

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Cafezal Vento

Óleo sobre tela

Exposições 171

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Fontes de pesquisa 23

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  • 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • 18 Contemporâneos. São Paulo: Dan Galeria, 1987.
  • ARTE APLICADA. Críticos x artistas: catálogo. São Paulo, 1983.
  • BEUTTENMÜLLER, Alberto. Volpi, Ianelli e Aldir: 3 coloristas. São Paulo: IOB, 1989.
  • CAMPOS, Haroldo; TRUFELLI, Mario. Geometrie parlanti. Salerno: La Seggiola, 1991.
  • DAN GALERIA. Aldir: perspectivas: catálogo. São Paulo, 1986.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • GALERIA FUNARTE. Aldir Mendes de Souza: pinturas: catálogo. Rio de Janeiro, 1979.
  • GALERIA SETA. Aldir Mendes de Souza: apreciações críticas 1966-1976. São Paulo, 1976.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • MOSTRA do acervo. São Paulo: Sudameris Galleria, 1996. SPsuda 1996/m
  • PAÇO DAS ARTES. Aldir: 30 anos de pintura: catálogo. São Paulo, 1992.
  • POETAS do espaço e da cor. Curadoria Sabina de Libman; texto Edla van Steen; tradução K. C. S. Sotelino. São Paulo: Galeria Arte Aplicada, 1997. 124 p.
  • POETAS do espaço e da cor. Curadoria Sabina de Libman; texto Edla van Steen; tradução K. C. S. Sotelino. São Paulo: Galeria Arte Aplicada, 1997. 124 p.
  • R700.981 A636 Anuário Brasileiro de Artes Plásticas : 2003/04 consulte 2003/04. -- São Paulo : Roma v. 2 Internacional, 2003. 196 p. : il. p&b color. ISBN 85-87729-02-0. Anuário Brasileiro de Artes Plásticas: 2003/04 v.2
  • SOUZA, Aldir Mendes de. Aldir - Obsessão pela cor. Texto Renato Brolezzi. São Paulo, Cultural Blue Life, 2003 (folheto).
  • SOUZA, Aldir Mendes de. Aldir. São Paulo Galeria Paulo Prado, 1981.
  • SOUZA, Aldir Mendes de. Aldir: 40 anos de pintura (1962-2002). São Paulo : Museu de Arte de São Paulo, 2002.
  • SOUZA, Aldir Mendes de. Aldir: obsessão pela cor. Texto de Frederico Morais, Olívio Tavares de Araújo; prefácio de Edla Van Steen. São Paulo: D&Z, 2003. 100 p., il. color.
  • SOUZA, Aldir Mendes de. Disponível em: http://www.aldir.com.br.
  • SOUZA, Aldir Mendes de. Geo/metria. São Paulo: Galeria Alberto Bonfiglioli, 1985.
  • SOUZA, Aldir Mendes de. Pinturas para pisar. Apresentação Aldir Mendes de Souza. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 2001. 12 p., il., color.
  • VOLPI: permanência e matriz, 7 artistas de Sao Paulo. São Paulo: Montesanti Galleria, 1986.

Como citar

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